Fernando Santos: "Ronaldo não começou porque não treinou"

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De facto, em cem jogos, até ontem, Andorra tinha perdido 95 (mas tinha ganho, miraculosamente, à Hungria nesta qualificação.) e, portanto, adversário mais fácil não era possível encontrar teoricamente.

Assim que "o melhor do Mundo" entrou em campo toda a gente se movimentou, ou seja, os adeptos portugueses passaram a acreditar e focaram-se no jogo, os fãs andorrenhos assustaram-se e tremiam, enquanto nos bancos de suplentes as indicações sucediam-se umas atrás das outras.

"Eu pensei muito. Pensei, bem, que Ronaldo não treinou 100% em dois dias do trabalho", disse Santos à RTP. Nem podia. É que João Mário, Quaresma, André Silva e companhia precisaram de 25 minutos para se adaptarem ao sintético de Andorra. É quando está debaixo de desconfianças, irritada com críticas ou críticos e não embalada por elogios sem fim, que esta Seleção costuma dar as respostas mais convincentes. E a segunda não foi muito melhor, apesar dos golos. Aí, nas oportunidades que se seguiram e no segundo golo que "matou" o resultado, quando cruzou largo para Danilo assistir ao poste mais distante André Silva (86′). Já Ilhas Faroe e Letônia não passaram de um 0 a 0.

Obrigado a ganhar, Fernando Santos viu-se forçado a lançar Ronaldo na segunda parte, mas começou por não correr grandes riscos: Gelson Martins ficou nos balneários.

O campeão Europeu precisou de 63 minutos para marcar um golo a Andorra.

Estávamos no Campeonato Nacional de 2002/03 quando um tal de Cristiano Ronaldo recebeu um passe de calcanhar do pequeno Toñito e agigantou-se a passar defesas do Moreirense.

Em condições normais, qualquer líder que chegasse a Andorra e traçasse um cenário de dificuldades como aquele que Fernando Santos gizou seria rotulado como alguém desfasado da realidade. Mas não é nada fácil.

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